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Esportes | Palmeiras

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

Efeito suspensivo pode tirar Felipão do banco do Palmeiras em eventual jogo do título

Técnico vai dirigir o Verdão contra o Fluminense, nesta quarta, mas corre o risco de ficar fora em uma das quatro partidas restantes no Brasileirão

O Palmeiras obteve na terça-feira à tarde um efeito suspensivo que permitirá a Luiz Felipe Scolari comandar a equipe da área técnica da arena diante do Fluminense, nesta quarta, às 21h45, na arena, pelo Brasileirão.

A presença do comandante, claro, é um reforço. Mas estar no banco de reservas nesta quarta-feira significa que, caso a decisão do tribunal não se altere no novo julgamento, Felipão poderá ser desfalque em um eventual jogo de título.

Líder com cinco pontos de vantagem sobre o Internacional, segundo colocado, o Palmeiras terá na sequência mais quatro partidas depois de enfrentar o Fluminense: Paraná (fora), América-MG (casa), Vasco (fora) e Vitória (casa). Dependendo de uma combinação favorável de resultados, é possível ser campeão já no domingo, diante dos paranaenses.

Mas essa possibilidade é remota (faça as contas aqui no Simulador). E, como o novo julgamento de Felipão no Pleno do STJD vai para o final de uma fila e não ocorrerá nesta semana, ele corre o risco de ficar fora do banco em uma partida decisiva.

Nada que seja motivo de preocupação dentro do clube, porém. Diretoria e elenco confiam no trabalho do auxiliar Paulo Turra, que já substituiu o treinador em duas ocasiões. É ele, inclusive, quem cuida da maior parte dos treinos em campo na Academia de Futebol.

– O Felipão está muito bem servido com o Paulo. Ele tem uma dedicação absurda, sempre cobrando, conversando, tirando o máximo de cada atleta – disse o atacante Willian, antes de saber que Felipão estaria em campo nesta quarta-feira.

Segundo treinador

Campeão da Copa dos Campeões com a camisa alviverde em 2000, o ex-zagueiro hoje é um braço-direito de Felipão. Além de corrigir posicionamentos, ensaiar coberturas defensivas e exigir a ajuda dos homens de frente nos primeiros combates, Paulo Turra tem perfil agregador. Assim como o chefe, consegue abraçar (literalmente) seus atletas antes e depois das partidas sem deixar de ser enérgico.

– É um cara que vibra mais, que te dá um chacoalhão. Eles trazem isso muito da cultura deles. O Felipão é um pouco mais tranquilo, o Paulo já é mais agitado, com um espírito de garra bem forte. Ele consegue no dia a dia resgatar isso da galera. Não tem treino morno. De uma forma bem sadia e respeitosa, está sempre cobrando – comentou Willian.

Globo Esportes

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