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Quinta-feira, 07 de Janeiro de 2021

Trump é banido do Facebook por tempo indeterminado

Decisão ocorre após presidente usar as redes sociais para induzir e tolerar as ações de seus apoiadores

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que a empresa baniu por tempo indeterminado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07). A decisão ocorre após Trump usar as redes sociais para induzir e tolerar as ações de seus apoiadores, que na última quarta-feira (06) invadiram o Congresso americano.

"Acreditamos que os riscos de permitir que o presidente continue a usar nossos serviços durante este período são simplesmente grandes demais. Portanto, estendemos o bloqueio que colocamos em suas contas do Facebook e Instagram indefinidamente e por pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica de poder seja concluída."

O presidente também teve seu perfil no Twitter bloqueado por 12 horas porque violou as políticas da rede social. O bloqueio já foi suspenso nesta manhã.

A suspensão do Facebook foi a penalidade mais agressiva que uma empresa de mídia social impôs a Trump durante seu mandato presidencial de quatro anos.


Veja na íntegra a nota do Facebook em resposta à violência em Washington:

Em nome da liderança do Facebook, queremos expressar o que muitos de nós estamos sentindo neste momento: estamos chocados com a violência no Capitólio dos Estados Unidos e consideramos esses eventos uma emergência. Nosso Centro de Operações Eleitorais já estava ativo em antecipação às eleições na Geórgia e à votação do Congresso para certificar a eleição, e estamos monitorando as atividades em nossa plataforma em tempo real. Para aqueles que estão se perguntando sobre as ações que estamos tomando, listamos abaixo algumas das iniciativas.

Primeiro, procuramos e removemos o seguinte tipo de conteúdo:


- Elogio e apoio à invasão ao Capitólio dos EUA.
- Pedidos para levar armas a determinados locais nos EUA - não apenas em Washington DC, mas em qualquer outro lugar do país incluindo protestos.
- Incitação ou incentivo aos eventos no Capitólio, incluindo vídeos e fotos dos manifestantes. Neste caso, esses conteúdos representam a promoção de atividades criminosas que violam nossas políticas.
- Convocação de protestos mesmo pacíficos se eles violarem o toque de recolher em DC.
- Tentativas de cometer mais atos violentos nos próximos dias.
Removemos do Facebook e Instagram o recente vídeo do presidente Trump falando sobre os protestos e a postagem seguinte sobre os resultados das eleições. Tomamos essa decisão considerando que, no geral, esses posts contribuem, em vez de diminuir, o risco de violência contínua.

Em seguida, estamos atualizando o rótulo em postagens feitas em nossas plataformas que tentam deslegitimar os resultados da eleição. O novo texto diz: "Joe Biden foi eleito presidente com resultados que foram certificados por todos os 50 estados do país. Os EUA têm leis, procedimentos e instituições estabelecidas para garantir a transferência pacífica de poder após uma eleição."

Nos últimos dias e semanas, também tomamos medidas coercitivas consistentes com nossa política de proibição de movimentos sociais militarizados como os Oathkeepers e a teoria da conspiração sobre QAnon que induz à violência . Também continuamos a impor nossa proibição de grupos de ódio, incluindo os Proud Boys e muitos outros. Já removemos mais de 600 movimentos sociais militarizados de nossa plataforma.

Tínhamos medidas de emergência em vigor desde antes das eleições nos EUA, como não recomendar grupos cívicos para as pessoas participarem, e seguimos mantendo essas medidas. Hoje estamos implementando várias outras, incluindo:

- Aumentar a exigência para que administradores de Grupos revisem e aprovem postagens antes que elas sejam publicadas.
- Desativar automaticamente comentários em postagens em Grupos que começam a ter uma alta taxa de incitação ao ódio ou conteúdo que incita violência.
- Usar Inteligência Artificial para rebaixar conteúdo que provavelmente viole nossas políticas.
Continuamos monitorando a situação e tomaremos medidas adicionais, se necessárias, para manter as pessoas seguras.

TV Cultura

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