Notícias da Região | Violência doméstica
Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026
Entre Rios do Oeste: polícia é acionada após denúncia de violência doméstica e mulher decide deixar residência com bebê de dois meses
Correio do Ar
Uma equipe da Polícia Militar foi acionada na manhã da quarta-feira (7), por volta das 11h56, para prestar apoio ao CREAS de Pato Bragado em uma situação envolvendo violência doméstica e familiar contra uma mulher
Conforme o relato registrado pela equipe policial, a vítima procurou o serviço de assistência social com a intenção de deixar a residência onde vivia com o companheiro e retornar para Guaíra, onde reside sua mãe. Ela informou que, após uma discussão, decidiu encerrar a convivência com o homem.
O casal residia junto com um filho de apenas dois meses de idade. A mulher relatou que não sofreu agressão física naquela data, mas afirmou que, em ocasiões anteriores, teria sido vítima de ameaças, violência psicológica e agressões físicas.
Diante da situação, uma assistente social do CREAS solicitou o acompanhamento policial para garantir a segurança da mulher durante a retirada de seus pertences e dos objetos do bebê da residência.
Segundo a PM, durante o atendimento, o homem demonstrou resistência à saída do filho, insistindo que a criança permanecesse no imóvel sob os cuidados da mãe e das irmãs dele. Ele foi orientado pela equipe quanto aos direitos e deveres legais.
Ainda durante a retirada dos pertences, houve um impasse envolvendo o telefone celular da vítima. Inicialmente, o homem entregou um aparelho Nokia com a tela danificada, mas ela afirmou que aquele não era seu telefone. Após ser questionado pelos policiais, ele admitiu que havia escondido o aparelho Xiaomi da mulher embaixo do colchão de uma cama. O celular foi localizado e devolvido à proprietária.
A equipe também registrou que o homem teria adotado uma postura intimidatória em relação à assistente social, afirmando que a vítima não teria condições de cuidar do bebê e que, caso algo acontecesse com a criança, tomaria medidas judiciais contra o órgão de assistência social.
A mulher recebeu orientações sobre os diferentes tipos de violência doméstica, o chamado “termômetro da violência”, seus direitos e os serviços que integram a rede de proteção, além dos telefones de emergência das forças de segurança.
Segundo a Polícia Militar, a vítima informou que, naquele momento, não desejava representar criminalmente contra o homem.
As partes foram orientadas, e o boletim de ocorrência foi encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia de Marechal Cândido Rondon, onde o caso será analisado pela autoridade policial para as providências cabíveis.
Fonte: Marechal News

















