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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

EUA nomeiam filho de exilados cubanos como embaixador no Brasil

Daniel Perez, presidente da Câmara da Flórida, foi escolhido para representar Washington em Brasília. A indicação ocorre após um período de atritos diplomáticos e comerciais entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação de novos embaixadores para Brasil, Colômbia, Paraguai, Equador e El Salvador. Os nomes ainda precisam ser aprovados pelo Senado americano antes de assumirem oficialmente os cargos.

Para representar Washington em Brasília, o presidente Donald Trump escolheu Daniel Perez, atual presidente da Câmara dos Representantes da Flórida. O político ocupa o cargo desde 2024 e atua na política estadual desde 2017.

Já para a embaixada em El Salvador, Trump indicou o empresário Mark Abreu, do setor da construção civil e descendente de portugueses. Segundo a imprensa local, Abreu participou da arrecadação de recursos para a campanha presidencial republicana de 2024.

Para o Equador, o escolhido foi Peter Snyder, empresário da área de tecnologia que já disputou cargos públicos no estado da Virgínia.

No Paraguai, a indicação recaiu sobre Paul Kalmbach, empresário dos setores industrial e financeiro ligado ao Partido Republicano.

Já a Colômbia deverá receber como embaixador Nate Morris. A indicação ocorre em meio ao cenário político colombiano, que se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais.

As nomeações serão analisadas pelo Senado dos Estados Unidos. Pela legislação americana, não há prazo definido para que a votação ocorra.

A escolha de Daniel Perez para a embaixada no Brasil acontece após um período de tensão diplomática e comercial entre os dois países. Em 2025, o governo Trump anunciou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, medida posteriormente revista para diversos setores.

Na ocasião, Trump acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governo americano também criticou decisões judiciais brasileiras relacionadas à atuação de plataformas digitais dos Estados Unidos, alegando restrições à liberdade de expressão e riscos para empresas de tecnologia que operam no país.

Fonte: Notícias ao Minuto

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