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Sexta-feira, 15 de Maio de 2026

Ex-prefeito de Goioerê, é alvo de operação do Gaeco, acusado de lavagem de dinheiro

Operação Enigma cumpre mandados no Paraná e em Santa Catarina após identificar patrimônio incompatível, saques milionários e repasses sem origem declarada

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã de hoje (sexta-feira, 15) a Operação Enigma, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal envolvendo um empresário Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa, ex prefeito de Goioerê de Goioerê, que atualmente ocupa cargo comissionado no governo estadual.

A operação foi coordenada pelo núcleo do Gaeco de Umuarama e contou com apoio de equipes do Gaeco de Santa Catarina. As investigações apontam que o empresário teria utilizado empresas ligadas ao próprio grupo para movimentações financeiras consideradas incompatíveis com sua renda oficialmente declarada.

De acordo com o Ministério Público, um dos pontos que mais chamou atenção dos investigadores foi a evolução patrimonial do suspeito ao longo dos últimos anos. Segundo os levantamentos, foram identificados aproximadamente R$ 5,7 milhões em valores sem origem comprovada, incluindo quase R$ 935 mil movimentados em espécie.

As apurações também revelaram saques e retiradas financeiras milionárias realizados por meio de dinheiro vivo e cheques. Conforme os dados apresentados pelo Gaeco, as movimentações chegaram a R$ 11,9 milhões sem identificação dos destinatários finais dos recursos, circunstância que reforçou as suspeitas de ocultação patrimonial e lavagem de ativos.

Durante a ofensiva policial e ministerial, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goioerê, no Paraná, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Entre os alvos da operação estão dois escritórios de contabilidade supostamente ligados às empresas investigadas.

Além das buscas em imóveis comerciais e residenciais, os agentes também cumpriram um mandado de busca pessoal. No decorrer da operação, foram apreendidos documentos, anotações, computadores e aparelhos celulares, materiais que agora passarão por perícia técnica e análise detalhada dos investigadores.

As medidas judiciais foram autorizadas pelo Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê, que também determinou uma série de bloqueios patrimoniais contra o investigado. O valor total das cautelares chega a R$ 21,5 milhões.

Entre as determinações judiciais estão o bloqueio de contas bancárias, imóveis, ativos financeiros e a apreensão de veículos de luxo vinculados ao empresário e às empresas investigadas.

O Gaeco informou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências não estão descartadas. O objetivo da operação é aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e identificar possíveis beneficiários do esquema investigado.

Até o momento, o nome do empresário não foi oficialmente divulgado pelas autoridades. O investigado poderá responder, em tese, pelos crimes de lavagem de ativos, falsidade ideológica e sonegação fiscal, cujas penas somadas podem ultrapassar mais de uma década de prisão em caso de condenação.

Fonte: Umuarama News

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