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Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026

Gaeco e PM desarticulam esquema suspeito de movimentar toneladas de drogas em Iporã

Operação MA’AVAR mira sete investigados ligados a uma facção; investigação revela transporte de 3,3 toneladas de maconha, armas e negociações de munições para fuzis

Uma ofensiva contra o crime organizado colocou o município de Iporã, no Noroeste do Paraná, no centro de uma investigação sobre tráfico de drogas em larga escala, armamento ilegal e possíveis conexões com uma facção criminosa de atuação nacional. Na manhã de hoje (sexta-feira, 6), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar deflagraram a Operação MA’AVAR, atingindo uma estrutura suspeita de utilizar a região como corredor estratégico para a movimentação de toneladas de entorpecentes.

A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Umuarama e pela Promotoria de Justiça de Iporã, em ação integrada com a Agência Local de Inteligência do 25º Batalhão da Polícia Militar.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e sete medidas de busca pessoal. As determinações, expedidas pela Vara Criminal de Iporã, tiveram como alvos sete investigados com endereços no município. As buscas ocorreram em residências e em um estabelecimento comercial.

O que mais chama a atenção é a dimensão do esquema investigado. Conforme o Ministério Público do Paraná, as apurações identificaram indícios da existência de dois núcleos criminosos interligados. Enquanto um seria responsável pela comercialização de drogas em Iporã, o outro atuaria no transporte de grandes carregamentos de entorpecentes, utilizando uma estrutura logística com possíveis ramificações interestaduais.

TONELADAS DE MACONHA E ARMAMENTO PESADO

As investigações apontam que caminhões eram supostamente utilizados para esconder drogas em meio a cargas lícitas, numa tentativa de dificultar a fiscalização e permitir a circulação clandestina dos carregamentos.

Dois episódios investigados revelam a dimensão dessa movimentação: apreensões realizadas em agosto e outubro de 2025 somaram impressionantes 3.339 quilos de maconha, volume superior a três toneladas.

O material investigativo também trouxe à tona indícios relacionados à circulação de armamento. Foram identificados registros envolvendo armas de fogo e acessórios de uso restrito, além de conversas sobre a possível aquisição de munições destinadas a fuzis.

Para os investigadores, esses elementos reforçam a suspeita de uma estrutura criminosa que não estaria limitada à venda de entorpecentes, mas envolveria logística de transporte e acesso a armamentos de elevado poder ofensivo.

Durante as diligências desta sexta-feira, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações. Todo o material será analisado e poderá revelar novos vínculos, identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das investigações.

IPORÃ COMO ROTA ESTRATÉGICA

O nome MA’AVAR, expressão de origem hebraica que significa passagem, travessia ou transição, traduz a principal hipótese investigada: a utilização estratégica da região de Iporã como ponto de passagem e entreposto logístico para o tráfico de drogas.

A ofensiva representa mais uma etapa no enfrentamento às organizações criminosas que, segundo as suspeitas investigadas, exploram rotas do Noroeste paranaense para movimentar carregamentos ilegais.

As investigações prosseguem para esclarecer a extensão da estrutura, a participação individual dos suspeitos e eventuais conexões com outros integrantes da organização criminosa. As responsabilidades ainda dependem da conclusão das apurações e da análise judicial.

Fonte: Portal Umuarama News

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