Notícias da Região | Operação Off Label
Quinta-feira, 12 de Março de 2026
Gaeco prende suspeitos e investiga rede ilegal de remédios para emagrecimento no Paraná
Operação Off Label cumpre mandados no Paraná e no Rio; entre os investigados estão policiais civis ligados ao esquema clandestino
O Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã de hoje (quinta-feira, 12) a segunda fase da Operação Off Label, que investiga um esquema de comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento proibidos no Brasil. A ação foi conduzida pelo Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e teve como alvo suspeitos em diferentes cidades do Paraná e também no Rio de Janeiro.
Entre os investigados estão dois policiais civis — um atualmente afastado das funções e outro aposentado. Além disso, foram cumpridos mandados de prisão contra outro policial aposentado, localizado em Cascavel, e um suspeito residente em Foz do Iguaçu.
Durante a operação, também foram executados mandados de busca e apreensão em sete endereços nas cidades de Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel e Rio de Janeiro. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de Londrina e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
As investigações começaram no início deste ano, após a apreensão de um pacote suspeito dentro de um ônibus intermunicipal. O material foi localizado no dia 27 de janeiro e continha cerca de 100 ampolas do medicamento Tirzepatida, produto de origem desconhecida cujo uso e comercialização são proibidos no Brasil por determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com as apurações, no dia seguinte à apreensão do material, um policial civil que já estava afastado das funções teria utilizado uma arma de fogo e um distintivo falso para se apresentar como agente em uma suposta diligência oficial. Sob esse pretexto, ele teria coagido funcionários da empresa de transporte e retirado a carga ilícita que havia sido retida no local.
O medicamento apreendido possui alto valor no mercado clandestino. Segundo as investigações, a carga estava avaliada em aproximadamente R$ 70 mil.
A atual fase da operação é um desdobramento da primeira etapa, realizada em 6 de fevereiro deste ano. Na ocasião, equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão e efetuaram duas prisões, incluindo a do policial civil de Londrina, que permanece detido desde então.
Ele é investigado pelos crimes de roubo majorado, devido ao uso de arma de fogo e à participação de outras pessoas, além de envolvimento na distribuição e comercialização ilegal de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Nesta nova etapa, os mandados de busca têm como objetivo localizar medicamentos de origem estrangeira, possíveis drogas ilícitas, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos que possam ajudar a comprovar a participação dos investigados no esquema.
As autoridades buscam esclarecer a extensão da rede criminosa, identificar outros possíveis envolvidos e mapear como os medicamentos proibidos estavam sendo introduzidos e comercializados no país.
Fonte: Umuarama News

















