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Quarta-feira, 25 de Março de 2026

Golpe com falso consórcio leva à prisão de oito pessoas no Paraná

Esquema usava anúncios de imóveis para enganar vítimas e causar prejuízo financeiro

Uma investigação sobre golpe envolvendo falsos consórcios resultou na prisão de oito pessoas na terça-feira (24), no Centro de Curitiba.

Segundo a delegada da Polícia Civil do Paraná, El Santos Freitas Cavalcanti, o caso começou quando uma vítima procurou a delegacia após buscar um imóvel em redes sociais. "Inicialmente, a vítima teria procurado aquele escritório através de anúncios de venda de imóveis. Chegando lá, foram apresentadas condições que não correspondiam à realidade. Ele foi induzido a fazer depósitos de cerca de R$ 23 mil cada, totalizando um prejuízo de mais de R$ 40 mil, sem receber o imóvel", detalhou a delegada.

O grupo investigado usava imóveis de terceiros para atrair vítimas e aplicava contratos irregulares com dados falsos. "São imóveis que de fato estão ali para negociação, mas eles compravam cotas de consórcio e induziam a vítima a acreditar que estava adquirindo um bem específico. É uma prática recorrente, e temos visto muita gente cair nesse tipo de conduta", alertou.

Durante a operação, a polícia localizou o escritório usado pelo grupo e apreendeu celulares, equipamentos eletrônicos e anotações com registros de negociações. Os suspeitos foram autuados por estelionato e associação criminosa e encaminhados ao sistema penitenciário.

A delegada reforçou orientações para o público "Quando for buscar algum bem para compra, é importante procurar a idoneidade da empresa. Consulte a reputação em sites como Reclame Aqui, analise o contrato, verifique se o valor está condizente com o mercado e, se possível, busque ajuda de um advogado. Condições muito abaixo do praticado normalmente podem indicar prática ilícita".

Ela completou "Sempre confira se as condições do contrato são exatamente aquelas que foram discutidas na negociação. Muitas vezes, eles dizem uma coisa e colocam outra no papel. Nossa delegacia está de portas abertas para registrar ocorrências e orientar as vítimas".

As investigações continuam para identificar outras vítimas e apurar a extensão do esquema.

Fonte: Bruna Guzzo | Catve.com com Polícia Civil

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