Notícias da Região | Operação Sicarius
Terça-feira, 09 de Junho de 2026
Investigação aponta movimentação de R$ 375 milhões e leva ao cancelamento de cinco CPFs
Justiça Federal também determinou o cancelamento de sete CNPJs e bloqueios patrimoniais
Além das prisões e buscas realizadas na Operação Sicarius, um dos aspectos que mais chamou a atenção das autoridades foi o volume financeiro movimentado pela organização criminosa investigada. Segundo a Receita Federal e a Polícia Federal, o grupo utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, contas de terceiros e operadores financeiros para ocultar recursos provenientes principalmente do contrabando de cigarros e agrotóxicos.
As investigações identificaram a atuação de um doleiro apontado como peça-chave do esquema. Entre 2019 e 2024, ele teria movimentado mais de R$ 375 milhões por meio de contas bancárias ligadas a pessoas interpostas e empresas utilizadas para dar aparência de legalidade aos valores. Apenas nas contas pessoais do investigado, o montante movimentado ultrapassou R$ 114 milhões.
Como parte das medidas determinadas pela 1ª Vara Federal de Guaíra, a Justiça autorizou o bloqueio de contas e bens, além do cancelamento de cinco CPFs e sete CNPJs vinculados aos investigados.
O cancelamento de CPF é uma medida excepcional e ocorre mediante decisão judicial em situações nas quais há indícios de utilização fraudulenta do documento. Entre os casos que podem justificar a medida estão fraudes financeiras, uso de identidade falsa, clonagem de documentos, abertura irregular de empresas ou movimentações destinadas a ocultar atividades criminosas.
Já o cancelamento de CNPJs é utilizado quando empresas são apontadas como fictícias ou utilizadas para práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal ou ocultação patrimonial.
Além das medidas criminais, a Justiça também determinou a instauração de 67 procedimentos administrativos fiscais contra empresas que teriam recebido recursos ligados ao esquema investigado. O objetivo é aprofundar a análise sobre a origem dos valores e identificar possíveis irregularidades tributárias.
Segundo a Receita Federal, as medidas buscam não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e impedir que estruturas fraudulentas continuem sendo utilizadas para movimentação de recursos ilícitos.
Fonte: Gabi Lira | Catve.com

















