,

Notícias da Região | Iporã

Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

Mensagens de ex geram medo e levam mulher a denunciar descumprimento de medida em Iporã

Vítima relatou abalo emocional após receber contatos proibidos por decisão judicial; caso foi encaminhado à Polícia Judiciária

O que deveria representar segurança e tranquilidade voltou a ser motivo de preocupação para uma moradora de Iporã. Uma mulher de 33 anos procurou a Polícia Militar na tarde de ontem (17) para denunciar o possível descumprimento de uma medida protetiva de urgência por parte de seu ex-companheiro, de 41 anos.

A ocorrência foi registrada no Jardim Brasília e trouxe à tona uma situação que, infelizmente, ainda faz parte da realidade de muitas mulheres que recorrem à Justiça para interromper ciclos de violência, intimidação e medo.

Segundo o relato da vítima, ela recebeu mensagens enviadas pelo ex-companheiro por meio de um aplicativo de comunicação. O contato, porém, estaria em desacordo com uma determinação judicial vigente, que proíbe qualquer tipo de aproximação ou comunicação entre as partes, seja de forma presencial, telefônica ou por meios digitais.

Embora as mensagens não tenham resultado em agressão física, a mulher informou aos policiais que o simples fato de receber os contatos provocou sentimentos de medo, insegurança e forte abalo emocional. Para quem já precisou recorrer à proteção da Justiça, a quebra de uma medida protetiva representa mais do que uma infração legal: significa a sensação de que a tranquilidade conquistada pode estar novamente ameaçada.

Durante o atendimento, a vítima apresentou cópia da decisão judicial que estabelece as restrições impostas ao ex-companheiro. Ela também informou que preservou todas as mensagens recebidas em seu aparelho celular, material que poderá servir como prova durante a investigação.

A equipe policial orientou a mulher sobre a importância de manter os registros das conversas e reforçou que qualquer nova tentativa de contato, aproximação ou ameaça deve ser comunicada imediatamente às autoridades. Também foram prestadas informações sobre o uso do aplicativo Salve Maria Paraná, ferramenta criada para ampliar a proteção e agilizar pedidos de ajuda por mulheres em situação de risco.

Após o registro da ocorrência, o boletim foi encaminhado à Polícia Judiciária, que deverá analisar os fatos e adotar as medidas cabíveis. O caso poderá resultar na apuração de eventual descumprimento da ordem judicial, situação prevista na legislação brasileira e passível de responsabilização criminal.

A ocorrência reforça a importância das medidas protetivas como instrumento de defesa das vítimas e destaca a necessidade de que todas as determinações judiciais sejam rigorosamente respeitadas para garantir a segurança e a integridade emocional de quem busca proteção.

Fonte: Umuarama News

COMENTÁRIOS

Deixe seu comentário