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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

MPPR deflagra operação e investiga suposta fraude em licitação de serviços veterinários no Paraná

A investigação apura favorecimento, vínculos familiares e direcionamento em contrato público

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã de ontem (14), no município de Rancho Alegre D’Oeste, localizado na região Centro-Ocidental do estado. A ação faz parte da Operação Cruella, coordenada pela 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados judiciais na sede da Prefeitura e na Secretaria Municipal de Saúde. A operação apura suspeitas de irregularidades em um processo licitatório relacionado à contratação de serviços veterinários no município.

Entre os investigados está a atual secretária municipal de Saúde, que possui vínculo familiar com o chefe do Executivo. As apurações envolvem possíveis crimes como frustração do caráter competitivo da licitação, fraude contratual, falsidade ideológica e peculato. O foco da investigação é o Pregão Eletrônico nº 014/2025, que previa a contratação de empresa para prestação de serviços médicos veterinários, incluindo castrações, fornecimento e aplicação de vacinas, além do fornecimento de ração ao Departamento Municipal de Saúde.

Durante o cumprimento das ordens judiciais — autorizadas pelo juiz de garantias da Vara Criminal de Goioerê — foram apreendidos celulares, computadores e documentos que podem ter relação com o processo licitatório e a execução do contrato. Todo o material recolhido será analisado e poderá contribuir com o avanço das investigações.

Além das buscas, também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento da secretária de suas funções públicas e a suspensão da contratação dos serviços investigados.

As investigações apontam ainda que um dos alvos teria ligação direta com a empresa vencedora da licitação. Conforme apurado, ele teria deixado formalmente a sociedade um dia antes da publicação do edital, sendo cunhado da secretária de Saúde. Há indícios de que essa saída tenha sido apenas simulada. Também foi identificado que a esposa do investigado, irmã da secretária, integra a empresa, que inclusive atua no mercado utilizando dois nomes distintos em anúncios na internet.

Outro ponto levantado pelas apurações é a existência de possíveis indícios de direcionamento no processo licitatório, o que reforça as suspeitas de irregularidades.

O Ministério Público segue com as investigações para esclarecer os fatos e apurar eventuais responsabilidades.

Fonte: Umuarama News

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