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Notícias da Região | Golpista

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

Mulher é presa por fingir fazer entrevista de emprego para pegar dados de candidatos para financiar veículos, no Paraná

Defesa disse que vai tentar fazer com que ela responda em liberdade.

Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante por realizar falsas entrevistas de emprego em Guarapuava, na região central do Paraná. Segundo a Polícia Civil (PC-PR) o objetivo dela era coletar dados pessoais dos supostos candidatos, para conseguir financiar veículos em nome deles.

A prisão aconteceu na terça-feira (3) enquanto ela entrevistava uma vítima em um coworking no bairro Trianon. Quando a polícia chegou, outras duas pessoas já tinham passado pela entrevista. Elas não tiveram prejuízo financeiro.

A mulher foi identificada como A. L. S. O advogado dela, Rafael Ferreira Xalão, disse que vai tentar fazer com que ela responda em liberdade. 

A polícia soube do caso quando recebeu uma denúncia anônima. Algumas vítimas disseram à polícia que a mulher abordava pessoas por meio de anúncios falsos de emprego nas redes sociais.

Em uma das publicações, foi ofertada uma oportunidade para o cargo de enfermeira, cuja remuneração era de mais de R$ 5,8 mil.

O delegado Ramon Galvão explicou que a mulher se passava por psicóloga e usava nome falso para acessar dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) das vítimas. Posteriormente, ela captava biometria facial e repassava os dados a outros integrantes do grupo criminoso.

A mulher disse à polícia que é natural de Curitiba e chegou na cidade no mesmo dia em que foi presa. Segundo o delegado, ela admitiu que tinha o objetivo de aplicar o golpe.

"Ela informou que recebeu a proposta de um homem de Curitiba, para integrar o grupo criminoso, e para isso receberia uma quantia semanal. Ela recebeu treinamento de outra mulher que já aplicava as falsas entrevistas, atuaram juntas em Campinas e Ponta Grossa, até chegar em Guarapuava e ser presa", explicou o delegado.

Em nota, a defesa disse que "acredita que há poucos elementos probatórios que indicam a prática do crime de estelionato e organização criminosa". O advogado também informou que "tendo acesso aos elementos, a defesa vai entrar com as medidas necessárias para reestabelecer a liberdade dela e recompor a verdade".

A mulher vai responder por tentativa de estelionato e associação criminosa. Conforme o delegado, as investigações seguem para identificar outros integrantes da organização e outras vítimas.

“A PCPR orienta a população a desconfiar de ofertas de emprego com promessas excessivamente vantajosas e a sempre verificar a existência da empresa ou agência recrutadora”, destacou Galvão.

Fonte: G1

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