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Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026
Multinacional desenvolve máquina a partir da demanda de colégios agrícolas do Paraná
Novo modelo de plantadeira foi apresentado no Show Rural na visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Inovação é resultado da parceria da Secretaria da Educação e a multinacional alemã Horsch, que tem uma sede em Curitiba. É uma máquina menor, mais versátil, mas com o mesmo nível de tecnologia embarcada das grandes plantadeiras.
O Governo do Paraná apresentou nesta segunda-feira (9), durante a visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior ao 38º Show Rural Coopavel, em Cascavel, uma nova plantadeira desenvolvida a partir de uma demanda direta da educação pública estadual. O equipamento, batizado de Horsch Maestro 6 Paraná, é resultado de uma parceria entre o Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seed-PR), e a multinacional alemã Horsch, referência mundial em maquinário agrícola que tem uma de suas sedes globais em Curitiba.
Para o governador, é fundamental modernizar a estrutura dos colégios agrícolas para fortalecer o papel estratégico da educação no futuro do agronegócio paranaense. “Queremos que os alunos saiam preparados tecnicamente. Para isso, precisamos investir em tecnologia e esse maquinário vem para fortalecer o ensino”, afirmou.
A nova plantadeira nasce de um desafio enfrentado pelos colégios agrícolas e por pequenos e médios produtores: o acesso às tecnologias mais avançadas da agricultura de precisão. Até agora, recursos como conectividade, monitoramento de adubo e sementes e operação digital estavam restritos a máquinas de grande porte, que exigem tratores de até 400 cavalos de potência e terrenos extremamente planos, realidade distante da maioria das propriedades usadas para ensino, pesquisa e agricultura familiar.
“É por meio do colégio agrícola que transformamos os jovens do nosso Paraná. O governo Ratinho Junior foi o que mais investiu em ensino profissionalizante, com parceria com Federação da Agricultura do Paraná e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, por exemplo”, indicou o secretário da Educação, Roni Miranda. “Sabemos que o agro faz parte do nosso DNA e por isso precisamos trabalhar o ensino técnico para o futuro", avaliou.
MENOR E MAIS VERSÁTIL - A proposta levada pelo Paraná à empresa foi desenvolver uma máquina menor, mais versátil, mas com o mesmo nível de tecnologia embarcada das grandes plantadeiras utilizadas no agronegócio de larga escala. O resultado foi um equipamento de seis linhas de plantio, pensado para operar em áreas menores e com relevo variado, que demanda tratores de cerca de 100 cavalos de potência, uma redução de aproximadamente 75% em relação às máquinas tradicionais, sem abrir mão de precisão, eficiência e conectividade.
“O problema que enfrentávamos era levar tecnologia para nossa realidade, porque temos colégios com 500 hectares e 20 hectares, com áreas planas e áreas com declive maior. E as máquinas que eram produzidas com a tecnologia embarcada são grandes e não cabia no nosso cenário”, explicou o coordenador de Colégios Agrícolas da secretaria estadual da Educação, Renato Hey Gondin.
Na prática, isso significa levar para dentro dos colégios agrícolas e das propriedades de menor escala recursos típicos da chamada Agricultura 4.0. “Queremos que nossos alunos tenham acesso à inovação no cotidiano. Antes, eles tinham a oportunidade de ver um maquinário assim em feiras e em visitas a empresas. Agora, queremos que isso se torne feijão com arroz para eles”, completou Godin.
A operação da plantadeira é feita diretamente da cabine do trator, com sistemas digitais que permitem acompanhar, em tempo real, quantas sementes estão sendo depositadas por metro, o uso de insumos, além da geração de dados técnicos e agronômicos que podem ser usados tanto no ensino quanto na pesquisa de campo.
MESMA TECNOLOGIA - O gerente de Marketing de Produto da Horsch, Hamurabi Volski, explica a versatilidade da solução. “Nossa ideia foi trazer para o pequeno produtor, escolas e institutos de pesquisas máquinas menores, mas com a mesma tecnologia daquelas maiores. Ela tem todo o sistema de corte e pressão hidráulica, motores elétricos, telemetria, enfim, uma máquina bem versátil. Ela consegue plantar culturas de verão e de inverno ao mesmo tempo", explicou.
A iniciativa, segundo a Secretaria da Educação, parte do entendimento de que não é possível formar profissionais preparados para o mercado moderno do agro sem oferecer, no ambiente escolar, acesso às mesmas tecnologias que eles encontrarão no campo.
Além do uso educacional e experimental, o equipamento também foi pensado para atender produtores profissionais de menor escala que buscam alta tecnologia com menor custo operacional. O consumo reduzido de potência, aliado à alta eficiência e precisão no plantio, amplia o acesso à tecnologia de ponta e contribui para aumentar a produtividade de propriedades que antes ficavam à margem desse tipo de inovação.
Fonte: AEN

















