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Sexta-feira, 27 de Março de 2026
O item essencial de viagens que tem mais bactérias do que o celular
Estudo aponta alta concentração de bactérias no passaporte, que passa por diversas mãos durante o trajeto. Especialistas alertam para cuidados de higiene e destacam outros pontos contaminados dentro do avião
Você acha que os itens mais sujos durante uma viagem são o celular ou os sapatos? Um estudo recente mostra que não. Segundo uma pesquisa da JRPass, o objeto com maior concentração de bactérias pode estar sempre nas suas mãos: o passaporte.
O levantamento foi realizado com apoio de microbiologistas, que analisaram diferentes itens comuns em viagens, como malas despachadas, roupas, calçados e celulares. Entre todos, o passaporte apresentou o maior nível de contaminação, com 436 unidades formadoras de colônias, indicador usado para medir a presença de bactérias e fungos. Em comparação, a bagagem despachada registrou 97 unidades.
De acordo com especialistas, isso acontece porque o passaporte passa por muitas mãos ao longo da viagem. “Ele acumula germes devido ao contato constante com superfícies e pessoas. Aeroportos e aviões são ambientes de alto contato, e cada manuseio pode transferir microrganismos”, explicou o epidemiologista Brian Labus à Reader’s Digest.
O microbiologista Jason Tetro acrescenta que o material do documento favorece esse acúmulo. “O papel resistente permite que bactérias se fixem com facilidade tanto na capa quanto nas páginas.” Entre os microrganismos encontrados estão Staphylococcus, E. coli, Corynebacterium, Klebsiella e Streptococcus. “Se há bactérias, é provável que também existam vírus”, alerta.
Mas por que o passaporte pode ser mais sujo do que os sapatos, que entram em contato com o chão e até com banheiros? Segundo Tetro, os calçados tendem a transferir microrganismos em vez de acumulá-los. “Mesmo expostos a grandes quantidades, eles retêm apenas cerca de 1% das bactérias, o que explica níveis mais baixos de contaminação.”
A boa notícia é que é possível reduzir esse risco com medidas simples. Como o passaporte é feito de material resistente, ele pode ser higienizado com lenços umedecidos. A recomendação é deixá-lo secar completamente antes de guardá-lo novamente.
Além do passaporte, outros pontos dentro do avião também merecem atenção. Segundo a revista Travel+Leisure, com base em relatos de comissários de bordo, há objetos frequentemente negligenciados na limpeza.
Entre eles está o cartão de instruções de segurança, considerado um dos itens mais contaminados. A bandeja de refeições também concentra muitos germes, assim como as alavancas dos compartimentos de bagagem, que raramente são higienizadas.
As capas dos assentos nem sempre são trocadas ou limpas com frequência, e os puxadores das portas dos banheiros acumulam microrganismos pelo uso constante.
Por isso, a orientação é simples: higienizar as mãos com frequência durante a viagem pode fazer toda a diferença para reduzir o risco de contaminação.
Fonte: Notícias ao Minuto

















