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Notícias da Região | Operação “Boi Fantasma”

Terça-feira, 10 de Março de 2026

Operação “Boi Fantasma” investiga corrupção e fraudes em registro de bovinos no Paraná

Mandados foram cumpridos em Jaguariaíva e Ibaiti; investigação apura emissão irregular de Guias de Trânsito Animal e pagamento de vantagens indevidas a servidora

O Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), cumpriu hoje (terça-feira, 10) dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Jaguariaíva e Ibaiti, nos Campos Gerais. A ação faz parte da Operação “Boi Fantasma”, que investiga um esquema de corrupção e fraudes envolvendo o registro e a movimentação de bovinos no Estado.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Jaguariaíva e tiveram como alvo a residência de uma servidora pública e a casa de um leiloeiro, onde também funciona a sede de uma empresa especializada em leilões de gado.

De acordo com o Ministério Público, as investigações começaram em julho de 2024 após um relatório encaminhado pela própria Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar). O documento apontava suspeitas de que uma funcionária da Prefeitura de Jaguariaíva, que estava cedida ao órgão estadual, estaria realizando registros fraudulentos de bovinos no sistema oficial.
 

Segundo a apuração, a servidora teria incluído dados falsos para cadastrar animais em rebanhos sem a documentação necessária. Em seguida, eram emitidas Guias de Trânsito Animal (GTAs), documento obrigatório para o transporte e comercialização de bovinos. As irregularidades teriam sido feitas a pedido de uma empresa de leilões e também para criadores que atuavam fora da área de atribuição da servidora.

Durante o andamento das investigações, o Gaeco encontrou indícios de que a funcionária teria recebido vantagens indevidas para realizar os cadastros irregulares, beneficiando criadores e a empresa envolvida nos leilões de gado. A servidora já foi desligada da Adapar.

Durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira, um dos investigados acabou preso por posse irregular de armas e munições.

Com a operação, os promotores buscam reunir mais provas sobre o esquema, esclarecer as motivações para a inserção de dados falsos no sistema sanitário estadual e identificar outras pessoas que possam ter participado ou se beneficiado das fraudes investigadas.

Fonte: Umuarama News

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