Notícias da Região | Operação Chimera
Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
Operação Chimera expõe suspeita de fraude e desvio de dinheiro público em Altônia
Gaeco cumpre mandados, apreende provas e afasta empresários em investigação sobre licitações e contratos municipais
O cerco contra possíveis irregularidades na administração pública de Altônia ganhou força na manhã de hoje (quinta-feira, 23), com a deflagração da Operação Chimera, conduzida pelo Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão vinculado ao Ministério Público do Paraná.
A ofensiva investiga indícios de crimes graves, como peculato — que envolve o desvio de recursos públicos — e fraudes em processos licitatórios. Segundo as apurações, há suspeitas de direcionamento de licitações relacionadas à contratação de mão de obra terceirizada, além de possíveis irregularidades na execução de contratos firmados pelo Município de Altônia.
Logo nas primeiras horas do dia, equipes do Gaeco cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, além de um mandado de busca pessoal, nas cidades de Altônia e Candói. A ação resultou na apreensão de documentos, anotações e aparelhos celulares, materiais considerados estratégicos para o avanço das investigações.
Todo o conteúdo recolhido será submetido à perícia técnica, com o objetivo de identificar eventuais provas de manipulação de processos públicos e desvio de recursos. A análise detalhada dos dados pode revelar a extensão do esquema e o número de envolvidos.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Altônia e têm como principais alvos dois empresários, suspeitos de participação nas irregularidades. Como medida cautelar, ambos foram proibidos de manter qualquer tipo de relação contratual com o poder público até a conclusão das investigações — uma decisão que reforça a gravidade das suspeitas.
A Operação Chimera lança luz sobre possíveis práticas que, se confirmadas, comprometem diretamente a lisura da gestão pública e o uso correto do dinheiro da população. O foco em contratos de terceirização levanta ainda preocupações sobre a transparência e a legalidade de serviços essenciais prestados à comunidade.
O Ministério Público não descarta novas fases da operação, à medida que as análises avançam. A expectativa é que o material apreendido ajude a esclarecer se houve, de fato, um esquema estruturado para fraudar licitações e desviar recursos públicos, além de apontar responsabilidades individuais.
A investigação segue em sigilo, mas o impacto já é evidente: o caso coloca a administração municipal sob forte escrutínio e reforça a necessidade de vigilância permanente sobre a aplicação de recursos públicos.
Fonte: Umuarama News

















