Notícias da Região | Operação Pavio Aceso
Quinta-feira, 18 de Junho de 2026
Operação Pavio Aceso mira esquema de desvio de explosivos e possível abastecimento de facções no Paraná
Gaeco cumpre mandados em três cidades e investiga grupo suspeito de comercializar clandestinamente materiais de alto poder destrutivo
Uma investigação que teve início há mais de um ano e envolve o desaparecimento de explosivos de alta potência culminou hoje (quinta-feira, 18), na deflagração da Operação Pavio Aceso, conduzida pelo Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Paraná.
A ação busca desarticular um grupo suspeito de atuar no desvio, armazenamento irregular e comercialização clandestina de explosivos oriundos de uma pedreira localizada em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado. Além disso, os investigadores apuram possíveis práticas de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionadas ao caso.
Ao longo da manhã, equipes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Mourão, Janiópolis e Cianorte, em endereços ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Campo Mourão e também determinaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento no esquema.
As investigações começaram em maio de 2024, quando o Gaeco recebeu informações sobre o possível desaparecimento de aproximadamente 300 quilos de emulsão explosiva e cerca de 1,5 mil metros de cordéis detonantes. Os materiais estavam armazenados em paióis pertencentes a uma empresa que operava com Certificado de Registro junto ao Exército Brasileiro vencido e, segundo as apurações, mantinha os explosivos em condições irregulares.
Conforme os elementos reunidos durante a investigação, parte desse material teria sido desviada para o mercado clandestino. Os indícios levantados apontam ainda para a possibilidade de fornecimento dos explosivos a organizações criminosas, aumentando significativamente a gravidade do caso.
As autoridades destacam que o potencial destrutivo dos materiais investigados representa uma séria ameaça à segurança pública. Explosivos desse tipo costumam ser utilizados em crimes de grande impacto, como ataques a instituições financeiras, destruição de estruturas e outras ações praticadas por grupos criminosos organizados.
Durante o monitoramento dos suspeitos, forças de segurança realizaram apreensões que reforçaram as suspeitas de desvio. Os investigadores também trabalham com a hipótese de que parte dos explosivos ainda esteja em circulação, o que motivou a adoção das medidas cautelares executadas nesta nova fase da operação.
O nome “Pavio Aceso” simboliza justamente o risco iminente representado pela circulação clandestina de explosivos controlados. A denominação faz referência à necessidade urgente de interromper o fluxo desses materiais antes que sejam empregados em ações criminosas capazes de causar grandes danos e colocar vidas em risco.
As investigações prosseguem e novas medidas não estão descartadas. O material apreendido durante a operação será analisado e poderá contribuir para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a dimensão do esquema investigado.
Fonte: Umuarama News

















