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Notícias da Região | Operação “Ponto Final”

Segunda-feira, 18 de Maio de 2026

Operação “Ponto Final” mira “piratas do asfalto” suspeitos de ataques violentos a ônibus no Paraná

Gaeco cumpre 14 mandados contra grupo acusado de perseguir ônibus de turismo por quilômetros antes dos assaltos nas rodovias

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá deflagrou na manhã de hoje (segunda-feira, 18) a Operação Ponto Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em roubos a ônibus de turismo nas rodovias paranaenses. O grupo é investigado por praticar ataques violentos conhecidos popularmente como ações de “piratas do asfalto”.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados judiciais, incluindo buscas domiciliares, buscas pessoais, apreensão de veículos utilizados pela quadrilha e duas prisões temporárias apontadas como fundamentais para a estrutura criminosa.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Jandaia do Sul e cumpridas com apoio da Polícia Militar do Paraná, por meio da Tropa de Choque, Batalhão de Polícia Rodoviária e Diretoria de Inteligência.

As investigações começaram após um assalto registrado na noite de 8 de março deste ano na PR-444, em Arapongas. Na ocasião, um ônibus de turismo que retornava de uma viagem de compras em Foz do Iguaçu e na Argentina foi interceptado por criminosos que simulavam uma abordagem policial.

Segundo o Ministério Público, ao menos três homens armados invadiram o coletivo e mantiveram cerca de 40 passageiros sob ameaça por aproximadamente três horas. O motorista foi obrigado a dirigir até uma área rural isolada no município de Bom Sucesso, onde os criminosos roubaram bagagens, celulares, dinheiro e diversos objetos pessoais das vítimas.

De acordo com a investigação, a quadrilha demonstrava elevado nível de organização e planejamento. Antes da fuga, os criminosos espalharam o conteúdo de extintores de incêndio dentro do ônibus para dificultar a coleta de digitais e vestígios genéticos pela perícia.

As apurações revelaram ainda que o grupo utilizava uma verdadeira estrutura logística para cometer os crimes. Os suspeitos atuavam com comboios de veículos divididos entre funções de escolta, monitoramento e perseguição dos ônibus-alvo, acompanhando os coletivos por centenas de quilômetros até escolher o melhor ponto para o ataque.

Segundo o Gaeco, os presos hoje, seriam responsáveis por fornecer imóveis usados como bases operacionais, esconder carros utilizados nas ações criminosas e disponibilizar veículos blindados, armas e equipamentos empregados nos assaltos.

Os investigados também teriam participação em operações de resgate de comparsas e no transporte de produtos roubados das vítimas.

O nome “Operação Ponto Final” foi escolhido justamente para simbolizar a intenção das forças de segurança de encerrar definitivamente as atividades da organização criminosa e aumentar a segurança de passageiros e trabalhadores do transporte rodoviário de turismo no Paraná.

Fonte: Umuarama News

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