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Terça-feira, 10 de Março de 2026

Promessas de cura para doenças graves e 'descontaminação' de vacina levam homem à prisão no Paraná

Ele produzia e vendia itens apresentados como soluções milagrosas para diversas doenças, e foi preso em flagrante

Um homem de 54 anos foi preso após uma investigação apontar a comercialização de produtos divulgados como supostos tratamentos para doenças graves. A ação aconteceu na terça-feira (10), em Curitiba, e foi realizada pela Polícia Civil do Paraná.

De acordo com a investigação, o suspeito oferecia produtos que, segundo ele, seriam capazes de curar enfermidades como câncer, diabetes e esquizofrenia. Ele também afirmava que algumas substâncias poderiam “descontaminar” pessoas vacinadas contra a Covid-19.

A delegada Aline Manzatto explicou que a prisão ocorreu após denúncias sobre a oferta dos itens como soluções milagrosas para problemas de saúde. As informações chegaram à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa), que iniciou a apuração do caso.

Segundo a polícia, duas vítimas procuraram a delegacia e relataram o suposto tratamento oferecido pelo homem, o que deu início às investigações.

Durante as diligências, os policiais foram até o endereço indicado nas denúncias e encontraram um espaço utilizado para a fabricação clandestina dos produtos. No local, foram localizados diversos itens produzidos de forma artesanal e divulgados como substâncias com propriedades medicinais.

Entre os materiais apreendidos estavam garrafas de água que o suspeito chamava de “água molecular”, apresentada como um composto ionizado com supostos efeitos terapêuticos. Além disso, também foram encontrados azeite, sabonete, sal, amaciante de roupa e sabão, todos divulgados como produtos “moleculares” e oferecidos como tratamento para doenças.

De acordo com a delegada, os itens não possuíam registro ou autorização para fabricação e comercialização, o que configura crime.

O homem foi preso em flagrante pelos crimes de curandeirismo, fabricação de produto sem registro e indução do consumidor a erro. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Portal Nova Santa Rosa

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