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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026
Tiro de fuzil na nuca: Justiça ouve PMs acusados de matar policial aposentado em Céu Azul
Audiência realizada em Matelândia nesta segunda (31) e terça (1º) e pode definir se caso vai a júri popular
Os dois policiais militares acusados de matar o policial civil aposentado Sandro Carlos da Rocha, de 59 anos, serão ouvidos pela Justiça nesta segunda (31) e terça-feira (1º), durante audiência de instrução na Vara Criminal de Matelândia.
Sandro foi morto em 24 de fevereiro de 2026, durante uma abordagem de uma equipe da ROTAM na zona rural de Céu Azul, no Oeste do Paraná. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele foi atingido por um tiro de fuzil na nuca.
A versão inicial apresentada após a ocorrência apontava que os policiais teriam agido em uma situação de confronto. Porém, as investigações avançaram e levantaram suspeitas sobre a dinâmica da abordagem e a conduta dos agentes.
Conforme o Ministério Público, Sandro estava desarmado e em fuga quando foi atingido. O laudo de necropsia apontou que o projétil entrou pela nuca e saiu pela região do rosto.
Câmera que poderia ter registrado a ação desapareceu
Outro ponto que passou a ser investigado foi o desaparecimento de imagens que poderiam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Segundo a investigação, após os disparos, os policiais teriam ido até uma residência próxima e solicitado o DVR de uma câmera de segurança que estaria direcionada para o local da ocorrência. O equipamento não foi entregue e as imagens não foram localizadas.
O caso também é investigado como possível fraude processual, em procedimento que tramita paralelamente na Justiça Militar.
A apuração levou o GAECO, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar, a deflagrar a Operação Ponto Cego, que resultou na prisão temporária dos dois policiais e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em cidades da região.
Réus serão interrogados
Respondem à ação penal os policiais Douglas Ferraz Pelisari, soldado apontado como autor do disparo fatal, e Douglas Moreira de Andrade, cabo que também teria efetuado disparos durante a abordagem.
Os dois respondem por homicídio qualificado. A acusação aponta, entre outras circunstâncias, o emprego de arma de fogo de uso restrito e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Durante a audiência, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa e, ao final, os dois policiais serão interrogados.
A audiência é uma etapa importante para o processo. A decisão sobre levar ou não os réus a júri popular será tomada pelo juiz, após a análise das provas produzidas.
A audiência começa às 13h30, por videoconferência, nesta segunda e terça-feira.
Fonte: Redação Catve.com

















