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Notícias da Região | Operação Canópio

Quinta-feira, 30 de Julho de 2026

GAECO cumpre mandados em Guaíra em operação que apura fraude em contrato de poda de árvores

Correio do Ar

Uma operação do Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (30), em Guaíra. A ação, denominada Operação Canópio, investiga um suposto esquema de corrupção e fraudes na execução de um contrato de prestação de serviços de poda de árvores envolvendo um servidor público municipal e um empresário.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara do Juiz das Garantias da comarca e cumpridas em diferentes endereços do município. Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 2 mil em dinheiro, materiais que passarão por análise para auxiliar o andamento das investigações.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que o servidor investigado teria favorecido a empresa contratada pela Prefeitura por meio da emissão de documentos ideologicamente falsos para justificar e ampliar os pagamentos realizados pelo Município. Em contrapartida, conforme a investigação, o empresário suspeito teria efetuado pagamentos indevidos ao agente público.

Ainda de acordo com o MPPR, foram identificados documentos relacionados à execução do contrato, como empenhos, medições e notas de liquidação com indícios de irregularidades. A investigação também aponta movimentações financeiras consideradas atípicas por parte da empresa e elementos que indicariam repasses de valores ao servidor investigado.

Em nota oficial, o Município de Guaíra confirmou que um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido nas dependências do Centro Administrativo Municipal (CAM). A administração informou que a diligência ocorreu sem intercorrências e contou com o acompanhamento da equipe jurídica do Município, que colaborou com o cumprimento da ordem judicial.

A Prefeitura informou ainda que, diante das recomendações apresentadas pelo Ministério Público, decidiu exonerar da função comissionada um servidor público efetivo que atuava na gestão do contrato investigado. Segundo a administração municipal, também foram instaurados procedimentos administrativos internos e o Município permanece à disposição das autoridades para fornecer informações e documentos que forem solicitados.

O Ministério Público segue investigando o caso para apurar a possível prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e fraude na execução de contrato administrativo.

Fonte: Ponto da Notícia

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