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Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026

PCPR deflagra operação contra esquema que gerou prejuízo de R$ 2,3 milhões a empresa agroflorestal

Correio do Ar

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3), em Paranacity, na região Noroeste, uma operação com cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do bloqueio, sequestro e arresto de bens e valores contra suspeitos de integrar um esquema criminoso que causou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões a uma empresa do ramo agroflorestal.

As investigações duraram cerca de um ano e resultaram no indiciamento de sete pessoas, sendo três funcionários e quatro fornecedores. O grupo responderá pelos crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica, crimes tributários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O esquema funcionou entre 2019 e 2025 e era liderado por uma ex-coordenadora financeira da empresa, que manipulava a emissão e o lançamento de notas fiscais sem entrega de produtos ou prestação de serviços e superfaturadas, burlando a fiscalização antes do envio para liquidação.

De acordo com o delegado da PCPR Juliano de Jesus Tamos, a auditoria e as diligências policiais revelaram diversas fraudes no processo financeiro. "Identificamos compras simuladas de insumos, faturamentos genéricos de autopeças e serviços mecânicos direcionados à empresa do marido da principal investigada, além de despesas fictícias com combustíveis”, explica

Ainda segundo o delegado, a quebra do sigilo bancário confirmou uma evolução patrimonial incompatível com a renda dos envolvidos, incluindo a aquisição de diversos veículos e a retenção de cerca de R$ 700 mil em cheques da própria empresa.

A apuração apontou ainda a participação de duas assistentes administrativas que lançavam as notas fraudulentas e cederam contas bancárias para ocultar os valores. Outros dois prestadores de serviços também participavam de repasses e triangulações financeiras suspeitas.

Com a conclusão do inquérito policial e o deferimento das medidas patrimoniais pelo Poder Judiciário, a PCPR segue com as investigações para verificar o eventual envolvimento de outras empresas e fornecedores no esquema.

Fonte: Marechal News

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