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Quinta-feira, 23 de Julho de 2026

Professor de Colégio Estadual é afastado após troca de mensagens com aluna de 11 anos em Umuarama

Caso foi registrado na Polícia Civil, que classificou a ocorrência como fato não constatado; escola afirma ter adotado medidas e orientado responsáveis

Uma ocorrência envolvendo um professor da rede estadual de ensino e uma aluna de 11 anos mobilizou a direção de um colégio de Umuarama e resultou no registro de um boletim na Delegacia da Mulher. O caso começou após a mãe da estudante procurar a instituição de ensino para relatar uma troca de mensagens entre a filha e o docente, ocorrida por meio de uma rede social.

De acordo com a ata elaborada pela escola, a situação foi comunicada à equipe pedagógica em 21 de julho. Segundo o documento, a adolescente teria recebido uma mensagem do professor, identificado como responsável pela disciplina de Ciências, iniciando uma conversa de caráter informal. Na sequência, conforme o relato registrado, o diálogo teria incluído comentários sobre a estudante, sua idade e a relação entre ambos no ambiente escolar.

Ainda segundo a ata, a conversa prosseguiu com questionamentos feitos pela aluna e respostas do professor. Em determinado momento, o docente teria afirmado que se sentia desconfortável com a situação e que havia falado com a estudante “como uma criança”, além de mencionar que seria casado. O diálogo também teria envolvido referências à possibilidade de a adolescente deixar a escola e à busca por orientação jurídica.

A mãe da estudante procurou a direção do colégio após tomar conhecimento das mensagens. A escola informou que a aluna seria transferida para outra instituição de ensino e que a prioridade seria garantir sua segurança e seu retorno às atividades escolares em um ambiente considerado adequado.

O caso também foi levado à Polícia Civil. Conforme o boletim de ocorrência registrado em 22 de julho, a autoridade policial foi informada sobre a troca de mensagens entre a estudante e o professor. O documento registra que, após a conversa, o aplicativo teria bloqueado o diálogo, impossibilitando o acesso posterior ao conteúdo integral das mensagens.

A ocorrência foi registrada como “fato não constatado”, classificação utilizada no momento do atendimento policial e que não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre os fatos narrados. A Polícia Civil poderá analisar os elementos apresentados e realizar as diligências cabíveis, caso sejam identificados indícios de eventual irregularidade.

Versão da direção
A direção do colégio informou, por meio da ata, que tomou conhecimento da situação, orientou os responsáveis e adotou providências relacionadas ao retorno da estudante às atividades escolares. O documento também registra que a instituição não compactua com atitudes que possam comprometer a segurança dos alunos e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades competentes.

O professor citado no caso não foi localizado pela Polícia Civil para apresentar sua versão sobre os fatos até o momento. As circunstâncias da conversa, o conteúdo integral das mensagens e a eventual existência de qualquer irregularidade ainda dependem de apuração. A Polícia Civil reforça que, por se tratar de uma criança, a identidade da estudante é preservada, conforme determina a legislação brasileira.

Fonte: Umuarama News

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